Herbert diz que a escolha da Arquitetura veio por eliminação, a única coisa remotamente artística que podia fazer, já que desenhava bem, fazia caricaturas, tinha dom natural pra coisa...
Lembra que no segundo ano da faculdade, começou a ficar extremamente aflito e infeliz porque via que não ia ser bom naquilo e que estava condenado a viver dentro de uma coisa que não gostava. Nesse meio tempo, descolou um emprego como despachante de carga da Transbrasil no aeroporto do Galeão, à noite. Durante as férias, todos os seus amigos viajando, todo mundo de cabelão indo para o Nordeste, acampando em Canoa Quebrada, e ele despachando peça de trator, cadáver... Pelo menos, conta ele, pagava a universidade e tinha a consciência tranqüila de que, se matasse aula para tocar piano, não era o seu pai que estava bancando a vagabundagem....
A música entra na história antes, quando formou um grupo de amigos no cursinho pré-universitário: Vital, da música “Vital e sua Moto”, foi o primeiro baterista até o dia em que, em 81, conheceram João Barone [atual baterista dos Paralamas]. Demorou um ano até terem coragem de tirar o Vital e colocar o João (foi em 82,) e a partir daí tudo aconteceu muito rápido.
Herbert conta que Bi Ribeiro e João Barone largaram as faculdades de cara, depois do primeiro show importante. Ele continou estudando até o final daquele ano, só faltaram algumas matérias para se formar. Diz que até hoje tem pesadelo, sonhando que está indo à universidade para revalidar o trancamento de matrícula para o caso da música não dar certo...