Posicionamento: como os outros enxergam você?
Postado por Facool - 27/01/2012 19:23
Por Felipe Cardoso
Um tempo atrás li uma frase que é atribuída ao cantor Emicida que diz: “De mim você pensa o que quiser, só não sai dizendo o que não sabe”. Mesmo que as palavras não sejam realmente dele, a ideia expressa o comportamento de estar a todo o momento analisando e tirando conclusões a respeito do que acontece ao nosso redor.
As boas práticas da sociedade dizem que não devemos julgar os outros. Na verdade isso é muito difícil, pois acontece a todo momento. O que deve ser evitado é sair espalhando os nossos julgamentos sem saber se estamos corretos. Temos que levar em conta que nossa visão da realidade é influenciada pelas nossas crenças, pelo nosso aprendizado, pela nossa cultura, pelo meio onde estamos inseridos, ou seja, somos muito influenciáveis (mesmo que você acredite que não).
Você pode estar pensando: “Mas o que eu tenho que ver com isso?”. A resposta é: assim como você está constantemente fazendo julgamentos a partir das informações que recebe, outras pessoas estão fazendo o mesmo e você está, também, sendo julgado(a). E aí é que entra a questão do posicionamento.

Esse termo é usado no marketing e, basicamente, significa todas as ações e esforços de alguma empresa ou marca para expressar a maneira que elas querem que as pessoas a percebam. Acontece que nem sempre as pessoas vão percebê-las como essas empresas ou marcas realmente querem. Muitas vezes, as pessoas irão fazer o seu julgamento e ter uma imagem diferente daquela que a empresa quer passar.
E como levar isso pro lado do marketing pessoal? Bom, todos nós temos um posicionamento. A maneira como nos vestimos, nos comportamos, nossos gostos, atitudes, o que falamos, ou até o que deixamos de falar, nosso estilo de vida, o que estudamos, se temos tatuagem, se pintamos os cabelos, se é longo, curto... tudo isso nos define e é uma maneira de comunicar ao mundo quem somos nós. Mesmo quando não é algo tão evidente, pode estar certo que as pessoas irão nos posicionar na mente delas de alguma maneira.
Quem nunca teve em uma situação de achar uma pessoa “metida” e depois de certo tempo ver que estava errado? Quem nunca reclamou “Bah, as pessoas tem uma idéia errada sobre mim... só porque tenho tatuagem”? Certamente muitos outros exemplos existem e tenho certeza que vocês pensarão em situações assim.
É importante saber que nem sempre as pessoas vão ter a imagem “real” de quem somos nós de fato. Em alguns momentos temos que mudar algumas coisas para nos adequar (acontece todo dia quando nos arrumamos pra ir pra faculdade, pro trabalho, num casamento...) em determinada situação. Mudamos roupas, comportamento, maneira de agir. Algumas vezes nos reposicionamos, mudamos completamente e passamos a ter outros comportamentos! E assim vamos comunicando ao universo essas mudanças através de um conjunto de esforços e ações (igual as empresas e as marcas), e digo, é muito difícil fazer os outros nos enxergarem de maneira diferente.
Então, todos que estão na faculdade, entrando no mercado de trabalho ou até mesmo que já se estabeleceram de certa maneira, saibam que fazer julgamentos e ser julgado é mais que normal. Temos que cuidar como estamos nos comunicando com o mundo para saber se os outros estão nos vendo da maneira que queremos ser vistos. Isso não é ruim. É normal. É uma maneira de sobrevivermos (imagina nossos ancestrais de longa data sem ter a capacidade de analisar um ambiente, fazer julgamentos e saber se determinado animal pode ser perigoso ou não). O que devemos evitar é sair espalhando como verdade absoluta, porque assim poderemos cometer muitas injustiças.




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