Aos 17 anos, Samuel Rosa não queria escolher profissão nenhuma: se fosse possível, gostaria de ficar mais 3 anos no colégio. Já na faculdade de Psicologia, diz que nunca teve turma, e vai além: "minha sala era formada 80% por mulheres, chegava na segunda-feira louco para comentar os resultados do futebol e via aquelas dondocas com cara de espera-marido, foi um peso em minha vida..."
Revela que escolheu o curso por influência de seu pai (também psicólogo) e que foi um péssimo aluno. Ele mesmo conta: "os professores jogavam na minha cara o fato de meu pai ter sido um ótimo aluno e ter se transformado em um ótimo profissional. Aquilo mexia muito comigo"...
Quando se formou e chegava a hora de montar consultório, teve uma conversa decisiva com seu pai. Samuel lembra o que o pai falou: "se eu fosse você, trataria de pensar essa relação com a música, estou vendo que você corre o risco de nunca resolver essa divisão, e se chegar desse jeito aos 40 anos não vai se perdoar nunca..."
Como na época da faculdade a banda já existia, a decisão que ele tomou e o resto da história não precisamos contar!